
Febre persistente, palidez, perda de peso, dores inexplicáveis ou alterações que não melhoram podem parecer problemas comuns da infância, mas também podem ser sinais de alerta para o câncer infantojuvenil. Neste Setembro Dourado, a atenção aos sintomas e o diagnóstico precoce ganham destaque como estratégias fundamentais para aumentar as possibilidades de sucesso no tratamento.
Em 2026, a campanha nacional tem como tema “O Câncer Infantojuvenil Tem Desafios, Mas Também Tem Cura: Fique Atento Aos Sinais”, reforçando a importância de famílias e profissionais de saúde reconhecerem alterações que precisam ser investigadas.
O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima 7.560 novos casos de câncer entre crianças e adolescentes de 0 a 19 anos por ano no Brasil, no triênio 2026-2028. Diferentemente dos cânceres mais comuns na população adulta, o câncer infantojuvenil reúne diferentes tipos de doenças, sendo leucemias, tumores do sistema nervoso central e linfomas alguns dos mais frequentes.
A atenção Primária pode ajudar a encurtar o caminho até o diagnóstico. Isso porque, como não há recomendação de rastreamento populacional para o câncer infantojuvenil, a identificação de sinais e sintomas suspeitos e o encaminhamento oportuno têm papel central no diagnóstico precoce.
É justamente aí que a rede municipal pode fazer diferença. Profissionais da Atenção Primária acompanham crianças e adolescentes ao longo do crescimento e estão em posição estratégica para perceber sintomas persistentes ou alterações fora do padrão, orientar as famílias e encaminhar os casos que necessitam de investigação especializada.
Para os gestores, o Setembro Dourado também é uma oportunidade para fortalecer a capacitação das equipes, os fluxos de referência e contrarreferência e a articulação entre Atenção Primária e serviços especializados, reduzindo atrasos entre a primeira suspeita e o início da investigação.
O câncer infantojuvenil exige tratamento especializado e uma linha de cuidado capaz de acompanhar crianças, adolescentes e suas famílias durante todo o processo.
Fontes: Ministério da Saúde e Instituto Nacional de Câncer (INCA).