Ministério da Saúde emite Nota Técnica de alerta aos municípios sobre arboviroses devido ao El Niño

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O Ministério da Saúde publicou no site oficial, neste 22 de julho, orientações aos estados e municípios para intensificarem as ações de vigilância e controle das arboviroses em razão dos possíveis impactos do fenômeno El Niño sobre as condições climáticas do país. A preocupação é que o aumento das temperaturas e as alterações no regime de chuvas favoreçam a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika.

As recomendações fazem parte da estratégia nacional de preparação para cenários climáticos que podem influenciar a transmissão dessas doenças. Segundo projeções elaboradas pelo InfoDengue, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Brasil poderá registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027, caso as condições climáticas previstas se confirmem.

De acordo com informações da Organização Meteorológica Mundial (WMO) e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há possibilidade de ocorrência de um El Niño de intensidade moderada a forte, com reflexos distintos entre as regiões brasileiras. Em algumas áreas, o aumento das chuvas pode ampliar os locais propícios à reprodução do mosquito, enquanto, em outras, a estiagem tende a estimular o armazenamento inadequado de água, criando novos criadouros.

Diante desse cenário, o Ministério da Saúde recomenda que as gestões estaduais e municipais reforcem as ações de vigilância epidemiológica, promovam bloqueios de transmissão logo nos primeiros casos suspeitos, reorganizem as atividades dos Agentes de Combate às Endemias e ampliem o uso das estratégias de controle vetorial previstas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A pasta também destaca a importância das campanhas de comunicação junto à população, incentivando a eliminação de recipientes que possam acumular água, a identificação precoce de sintomas e a busca por atendimento médico diante dos primeiros sinais da doença.

Apesar do alerta, os indicadores epidemiológicos atuais mostram um cenário mais favorável. Até 20 de junho de 2026, o Brasil registrou 392,8 mil casos de dengue, redução de 73% em relação ao mesmo período de 2025. Os casos de chikungunya também apresentaram queda, com redução de 46%.

O Ministério da Saúde ressalta que as projeções são baseadas em modelos epidemiológicos e climáticos e poderão ser revisadas à medida que novas informações forem incorporadas, mantendo o monitoramento contínuo da situação em todo o país.

Fonte: Ministério da Saúde