Novo Sismat aposta em dados para evitar perdas e melhorar compras no SUS

Foto Paola Acioly_MS

Planejar uma compra pública de saúde exige muito mais do que saber o que está faltando no estoque. É preciso acompanhar validade, distribuição, consumo, movimentação dos produtos e necessidades futuras. Para tornar esse processo mais preciso, o Ministério da Saúde apresentou uma nova versão do Sistema de Administração de Material, o Sismat, plataforma utilizada para controlar e rastrear insumos estratégicos de saúde.

Desenvolvida pelo Departamento de Logística em Saúde, a atualização reúne informações de estoque e planejamento de compras em um mesmo ambiente e amplia a possibilidade de acompanhamento das movimentações em tempo real. A expectativa do Ministério é que o novo modelo contribua para antecipar riscos de perdas e possa gerar uma economia de até R$ 300 milhões em seis meses.

A mudança ganha importância diante da dimensão da logística necessária para manter o SUS abastecido. Vacinas, medicamentos de alto custo e outros insumos estratégicos precisam chegar aos serviços no momento certo, sem desperdício e com condições adequadas de armazenamento. Quanto mais confiáveis forem os dados sobre esses materiais, maior é a capacidade de planejar aquisições, prever necessidades e negociar preços.

Entre as novidades, o Sismat passa a exigir o registro do motivo de saídas e descartes, identificando situações como avaria, incineração ou uso para amostragem. Também permite consultar o histórico dos estoques por data e material, relacionar movimentações aos respectivos lotes e registrar automaticamente quem realizou alterações no sistema.

Com mais de 2 mil usuários, a plataforma também passa a trabalhar com perfis de acesso vinculados às funções e aos programas de saúde. As informações alimentam painéis de gestão capazes de acompanhar a distribuição dos produtos, emitir alertas de vencimento e ajudar as equipes a identificar possíveis perdas antes que elas aconteçam. Os dados também são encaminhados à Base Nacional de Dados de Ações e Serviços da Atenção Farmacêutica (Bnafar).

A modernização substitui uma estrutura utilizada desde o início dos anos 2000 e que ainda dependia de procedimentos manuais e planilhas, além de apresentar limitações na integração com outros sistemas. A atualização também atende a recomendações do Tribunal de Contas da União para ampliar o controle e a possibilidade de auditoria dos estoques de insumos do Ministério da Saúde.

Fonte: Ministério da Saúde
Foto: Paola Acioly/MS