
Informações de saúde mais integradas podem melhorar desde o acompanhamento de um paciente até o planejamento das ações de uma secretaria municipal. Esse é um dos principais objetivos da nova Política Nacional de Informação e Saúde Digital (PNISD), pactuada pela Comissão Intergestores Tripartite (CIT).
A política estabelece diretrizes para ampliar o uso da tecnologia no SUS, fortalecer a telessaúde e melhorar a circulação de informações entre os diferentes níveis da rede pública. Um dos pontos de maior interesse para os municípios é a previsão de acesso contínuo, estruturado e rastreável das secretarias de Saúde às bases nacionais e às informações disponíveis na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) referentes aos seus territórios. Na prática, isso pode ampliar a capacidade das gestões locais de utilizar dados para planejar serviços, acompanhar indicadores e tomar decisões.
Recursos para transformação digital
A implementação da política deverá contar com repasses do Ministério da Saúde aos Fundos de Saúde estaduais e municipais e a distribuição deverá considerar fatores como infraestrutura tecnológica, conectividade, maturidade digital e desigualdades regionais.
A proposta é permitir que a transformação digital avance de forma compatível com as diferentes realidades existentes no país, incluindo municípios que ainda enfrentam limitações de equipamentos, acesso à internet ou integração entre sistemas.
Outro eixo importante é a proteção das informações de saúde. A nova política incorpora diretrizes relacionadas à segurança dos dados e ao cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Para as administrações municipais, uma estrutura digital mais integrada pode significar menos fragmentação das informações, maior capacidade de acompanhamento dos serviços e dados mais qualificados para orientar políticas públicas.
Fonte: Ministério da Saúde