Nova tecnologia para coleta de sangue começa a chegar ao Brasil, veja o vídeo explicativo

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Uma nova tecnologia para coleta de sangue, que dispensa a punção venosa tradicional em determinados exames, já está autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso no Brasil. O dispositivo começa agora a entrar no mercado nacional e poderá ser utilizado por hospitais, clínicas e laboratórios.

O equipamento, chamado Tasso, foi desenvolvido para realizar a coleta de sangue capilar de maneira menos invasiva. A tecnologia pode representar uma alternativa principalmente para pacientes que apresentam dificuldades com a coleta convencional, como crianças, idosos, pessoas com mobilidade reduzida e aquelas que precisam realizar exames com frequência.

PROCEDIMENTO

Ao invés de introduzir uma agulha em uma veia, o dispositivo é colocado na parte superior do braço. Quando acionado, uma pequena lanceta realiza uma perfuração superficial na pele e um sistema de sucção coleta o sangue dos capilares. A amostra fica armazenada no próprio equipamento e, posteriormente, pode ser encaminhada ao laboratório para análise. O procedimento dura poucos minutos e pode ser realizado por um profissional ou, nas situações em que houver indicação para autocoleta, pelo próprio paciente.

Fotos: Divulgação

O APARELHO

O Tasso é um dispositivo pequeno, portátil e de formato arredondado, desenvolvido para ser fixado diretamente sobre a pele. A proposta é simplificar uma etapa que tradicionalmente depende de punção venosa e de profissional habilitado para realizá-la.

A possibilidade de coleta fora do ambiente laboratorial também abre perspectivas para atendimento domiciliar e acompanhamento de pacientes que vivem em locais distantes dos serviços de diagnóstico, embora sua utilização dependa do tipo de exame e dos protocolos adotados.

Infelizmente, a tecnologia não elimina a coleta convencional. Como o volume de sangue obtido é menor, nem todos os exames podem ser realizados dessa maneira, e a punção venosa continuará necessária em diversas situações.

DISPONIBILIDADE

Após a autorização regulatória, a tecnologia entrou na etapa de comercialização no país. A distribuidora responsável apresentou o dispositivo ao mercado brasileiro durante a feira Hospitalar e iniciou negociações com laboratórios, clínicas e redes de saúde.

Isso significa que a autorização da Anvisa não representa uma incorporação automática ao SUS. Para que uma nova tecnologia seja adotada de maneira ampla na rede pública, entram em discussão fatores como indicação clínica, evidências, custo-benefício, modelo de aquisição e eventual incorporação às políticas do sistema.

Veja como funciona no link.