Além da campanha: municípios ampliam estratégias para ajudar população a parar de fumar

Combate ao fumo

Combater o tabagismo pode começar com uma campanha, mas os resultados dependem de uma rede preparada para acolher quem decide abandonar o cigarro. No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, experiências municipais mostram que prevenção, tratamento e acompanhamento podem caminhar juntos dentro da Atenção Primária.

O tabagismo é uma das principais causas evitáveis de adoecimento e morte e está relacionado a diferentes tipos de câncer, doenças cardiovasculares e respiratórias, entre outros problemas de saúde. No SUS, quem deseja parar de fumar pode receber acompanhamento por meio do Programa Nacional de Controle do Tabagismo (PNCT), que prevê abordagem clínica, acompanhamento comportamental e, quando indicado, tratamento medicamentoso.

Aqui no Brasil, algumas experiências municipais mostram que esse acompanhamento pode ir além da consulta convencional. Na cidade de São Paulo, equipes multiprofissionais das Unidades Básicas de Saúde utilizam estratégias que incluem sessões terapêuticas em grupo, auriculoterapia, meditação e atividades como Pilates, integradas ao cuidado de pessoas que desejam abandonar o tabagismo.

Outras estratégias já adotadas pela Atenção Primária incluem avaliação de saúde bucal para rastreamento de alterações suspeitas, ações em escolas, abordagem de fumantes em espaços públicos, atividades nas salas de espera das UBS e formação de usuários para atuarem como multiplicadores das informações na própria comunidade.

Mais do que dizer à população que fumar faz mal, o desafio da gestão pública é oferecer condições para quem deseja parar. Quando conscientização, acolhimento e tratamento estão no mesmo caminho, uma campanha de um dia pode se transformar em cuidado durante todo o ano.

Fontes: INCA/Ministério da Saúde e Secretaria Municipais de Saúde de São Paulo.