
A Semana Nacional de Controle e Combate à Leishmaniose, realizada de 9 a 15 de agosto deste ano, chama atenção para uma doença que permanece como desafio para a saúde pública. A mobilização busca estimular ações educativas e preventivas, ampliar o debate sobre as políticas de controle e disseminar informações sobre prevenção e combate à doença.
O Município tem papel decisivo na prevenção, visto que a resposta à leishmaniose começa no território. O Ministério da Saúde recomenda uma estratégia integrada, que envolve o monitoramento de casos em humanos e animais, investigação dos locais prováveis de infecção, vigilância dos vetores e reservatórios, diagnóstico, educação em saúde e ações de controle.
Medidas de manejo ambiental também são importantes. A retirada de folhas, frutos, fezes de animais e outros materiais orgânicos dos quintais, o destino adequado do lixo e a limpeza dos abrigos de animais ajudam a reduzir ambientes favoráveis à reprodução do vetor.
Para os gestores, a Semana Nacional pode ser aproveitada para mobilizar diferentes áreas da administração municipal em torno do problema. ACS e ACE podem fortalecer a orientação durante as visitas domiciliares; as UBS podem intensificar a identificação de sinais suspeitos; as equipes de Vigilância podem analisar as áreas de maior risco; e ações educativas podem aproximar a população das medidas de prevenção.
Entre as diferentes formas da doença, a leishmaniose visceral, conhecida também como calazar, merece atenção especial por sua gravidade. Transmitida pela picada de flebotomíneos infectados, popularmente chamados de mosquito-palha, pode provocar febre prolongada, perda de peso, fraqueza, anemia e aumento do fígado e do baço. Sem tratamento, a doença pode evoluir para óbito em até 90% dos casos. O SUS disponibiliza diagnóstico e tratamento gratuitamente.
Mais do que marcar uma semana no calendário, o enfrentamento da leishmaniose exige vigilância contínua, diagnóstico oportuno, cuidado com o ambiente e integração entre diferentes profissionais e serviços. Para os municípios, transformar informação em ação no território é fundamental para interromper a transmissão e evitar casos graves.
Fonte: Ministério da Saúde.