
A inteligência artificial deixou de ser apenas uma perspectiva para o futuro da saúde pública. Pernambuco já integra iniciativas do SUS que utilizam tecnologia, monitoramento conectado e dados em tempo real para apoiar decisões clínicas e tornar o atendimento mais ágil e seguro.
O avanço faz parte da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes e Medicina de Alta Precisão, apresentada pelo Ministério da Saúde como uma estratégia para modernizar a assistência especializada e aproximar atendimento, pesquisa, inovação e transformação digital.
Recife está entre as cidades brasileiras que já contam com uma UTI Inteligente. A tecnologia permite o monitoramento contínuo dos pacientes e utiliza inteligência artificial para auxiliar as equipes na identificação precoce de alterações clínicas, avaliação de riscos e priorização do atendimento. As informações são integradas ao prontuário eletrônico, facilitando o acesso a dados relevantes para a tomada de decisão dos profissionais.
Além de Pernambuco, a iniciativa já alcança unidades de saúde em Manaus, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
Recife também recebe projeto-piloto do SAMU Inteligente, ao lado de Belo Horizonte e Porto Alegre. A proposta é conectar ambulâncias, UTIs e centrais de regulação, permitindo que informações clínicas e sinais vitais do paciente sejam compartilhados em tempo real durante o deslocamento. Dessa forma, a unidade que receberá o paciente poderá ter informações sobre seu quadro antes mesmo da chegada da ambulância, contribuindo para reduzir o tempo de resposta e qualificar a assistência pré-hospitalar.
Tecnologia também desafia gestores
A expansão da saúde digital traz novas possibilidades para o SUS, mas também exige preparação das redes locais. Para estados e municípios, a transformação envolve infraestrutura tecnológica, integração de sistemas, qualificação das equipes e capacidade de utilizar os dados produzidos para melhorar a assistência.
O Ministério da Saúde prevê ainda a implantação do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI) e a modernização de hospitais estratégicos da rede pública, além da expansão das UTIs Inteligentes.
A experiência já iniciada em Pernambuco mostra que IA, conectividade e análise de dados começam a fazer parte da assistência em saúde no presente, abrindo um novo cenário também para a gestão pública.
Fonte: Ministério da Saúde.