
Mais do que incentivar a amamentação, o Agosto Dourado convida os municípios a fortalecerem toda a rede de atenção à saúde da mulher e da criança. Ações simples, como qualificar profissionais, ampliar o acompanhamento no pré-natal e oferecer suporte às mães no pós-parto, podem aumentar os índices de aleitamento materno e contribuir para a redução da mortalidade infantil.
Mas, você sabe por que chamamos esse mês de Agosto Dourado? A campanha nacional simboliza o leite materno como o "padrão ouro" da alimentação infantil e reforça a importância de mobilizar gestores, profissionais de saúde e a sociedade para ampliar o apoio às mães desde o pré-natal até o pós-parto. A campanha foi instituída no Brasil pela Lei nº 13.435/2017 e integra a Semana Mundial do Aleitamento Materno, realizada entre os dias 1º e 7 de agosto.
O aleitamento materno exclusivo até os seis meses de vida e complementado até os dois anos ou mais continua sendo uma das estratégias mais eficazes para reduzir a mortalidade infantil, fortalecer o desenvolvimento da criança e prevenir doenças. Apesar dos avanços, o Brasil ainda enfrenta desafios. Dados nacionais mostram que cerca de 45,8% das crianças menores de seis meses recebem aleitamento materno exclusivo, índice que ainda está abaixo da meta internacional estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Investir na promoção do aleitamento materno significa reduzir internações, prevenir doenças, melhorar os indicadores de saúde materno-infantil e fortalecer a Atenção Primária. Mais do que uma campanha de um único mês, o Agosto Dourado reforça a necessidade de políticas permanentes que garantam apoio às famílias e um começo de vida mais saudável para as crianças.
Fontes: Ministério da Saúde, Organização Mundial da Saúde (OMS), Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano e Senado Federal.